Entrevista a Viv Thomas

Alguma vez pensou que se tornaria num productor pornográfico?
Nunca, e acabei por me tornar num por acidente – literalmente! Eu estava em recuperação após um acidente de carro e o meu irmão emprestou-me alguns livros sobre fotografia. A minha mulher era muito quente e jeitosa (ainda hoje o é!) por isso comecei a experimentar o que lia com ela. Eu adorei e de repente vi-me a fotografar calendários nas florestas da África do Sul para a revista feminina local ‘Scope Magazine’.
Tinha outros sonhos? Quais foram aqueles que nunca conseguiu realizar?
Sempre quis ser um golfista profissional. Eu ainda continuo a jogar golfe sempre que posso. Eu adoro esse desporto e já insituí torneios anuais de golfe com amigos e parceiros de trabalho. Tem sido assim desde 2008.
Sente que ainda lhe falta algo nos seus filmes, que ainda necessita de realizar algo?
Definitivamente. E sinto que temos tanto potencial para criar filmes para adultos maravilhosos e convicentes, com cenas de amor verdadeiras. A maioria da pornografia que existe por aí é ou falsa ou aborrecida, ou ambas. Nós acabamos de filmar um filme que acreditamos que vai dar a volta a muita coisa, mais uma vez, e catapultar esta temática para um novo nível.
Sente que, como productor, que poderia ter um trabalho baseado no conceito de ‘educação sexual’?
Sim, eu julgo que sim e de certa maneira nós já estamos a alcançar esse objectivo. O nosso trabalho mais famoso e mais vendido intitulado ‘A Arte do Sexo’ não foi um filme acerca de técnicas sexuais, mas mostrou essas técnicas sexuais no filme com modelos extremamente belas. É uma mostra de como ter sexo incrível de uma maneira fluída…não vos parece que estão a ver um filme baseado em livros científicos.
Com quantas actrizes de diferentes nacionalidades já trabalhou? Eu li uma entrevista em que dizia que tinha preferência por raparigas Húngara; porém, não gosta, também, das Americanas?
Nós encontramos as Húngaras nos finais dos anos 90 depois de eu estar farto das atitudes de algumas actrizes porno inglesas. Elas eram instáveis e muito complicadas de se trabalhar. Alguém sugeriu-me uma viagem à Húngria e não conseguíamos acreditar na quantidade de raparigas belas e maravilhas que lá existiam, que estavam dispostas a trabalhar connosco. As Húngaras eram muito acessíveis para trabalhar e acomodaram-se muito bem no ambiente. Nós encontramos a Sandy, Sandra Shine, Peaches, Sophie Moone e muitas outras que continuaram as suas caminhadas individuais nesta indústria e que hoje em dia têm imenso sucesso.
Nós adoraríamos trabalhar com Americanas mas não é sempre prático transportá-las para o outro lado do mundo para apenas uma rodagem. Nós fizemos uma visita à América em 2006 e como resultado obtivemos um óptimo filme intitulado ‘Em Família’. Estávamos a experimentar algumas raparigas Inglesas novamente já que lhes é mais fácil para actuar em inglês e hoje em dia parecem ser muito mais profissionais que dantes.
Desde o seu trabalho em Portugal, nunca teve vontade de encontrar algumas raparigas de cá para trabalhar consigo?
Claro que adoraríamos trabalhar com raparigas Portuguesas, mas a realidade é que fazemos filmes pornográficos e a maioria das raparigas que por aqui andam só estão dispostas a fazer cenas suaves de Playboy. Se conheces alguém disposto a trabalhar dentro da nossa metodologia de trabalho, nós estamos interessados em conhecer.
O que mais gostou em Portugal para ficar cá a morar?
A vida do dia-a-dia é fantástica: o tempo, a comida, o golfe, as pessoas. Pessoalmente eu julgo que me acomodei fácilmente (embora o meu português deixe muito a desejar) mas jogo golfe regularmente com empresários portugueses e isso tem-nos aberto imensas portas. Também façoç o meu próprio óleo de Piri-Piri que é naturalmente uma fantástica invenção portuguesa!
Tem conhecimento de alguma actriz internacional com quem sempre desejou trabalhar e ainda não o conseguiu?
Não, nem por isso, embora me arrependa de não ter trabalhado mais com a Jenna Jameson. Eu fiz algumas gravações com ela há bastante tempo atrás em Londres que ainda se encontram no nosso website http://www.vivthomas.com/model/1197/Jenna+Jameson . Também gostaria de trabalhar com a Stormy Daniels – essa é realmente uma mulher lindíssima.
De todas as actrizes e actors com quem trabalhou, já alguma o desapontou de alguma forma e teve algum que se destacou mais que qualquer outro?
Sim, já houve alguns que nos deixaram mal no último minuto! É difícil porque nós costumávamos marcar viagens de avião para eles e depois temos uma equipa inteira numa localização, prontos para as filmagens e ficamos sem os modelos. Às vezes tem sido incrivelmente difícil mas temo-nos adaptados. Prefiro não mencionar nomes.
Alguma vez viu um filme que o surpreendeu pela negative e que gostaria de o alterar?
Um filme nosso? Por vezes tive que ‘entrar’ e avisar o pessoal para re-editar alguma cena do projecto que não estava a ficar como queríamos, mas isso são acontecimentos muitíssimo raros. Nós temos uma equipa fabulosa e o pessoal que trabalha para nós, na parte de edição, já vêm dos velhos tempos dos filmes e de comercialização dos mesmo, o que ajuda imenso tanto em cenário como durante a edição.
Alguma vez viu um filme pornográfico Português? Qual é a sua opinião acerca dele e o que se poderia fazer para o tornar melhor
Peço desculpa mas nunca vi nenhum, embora se tiveres disposto a enviares-me alguma eu irei vê-lo  Eu já ouvi falar numa ‘paródia’ acerca do arquitecto de Lisboa, que costumava ‘comer’ todas as suas clientes de Cascais no seu escritório. Seria interessante ver isso.
Qual é a sua opinião geral acerca dos filmes pornográficos americanos? Estão bem desenvolvidos? Têm bons productores e actores?
Em geral eu penso que os Americanos têm um certo estilo (como têm os Ingleses) em representar o porno como algo porco e têm uma certa tendência em ir ao mais extreme possível (ou seja, penetração de punho cerrado, escancarar tudo, e todas as outras maneiras possíveis e imaginárias que eles inventam todos os dias). Por outro lado hoje em dia existem mais productoras que estão a criar novos conceitos e trabalhos diferentes e muito interessantes.
A minha política e objectivo tem sempre sido a vontade de mostrar sexo com amor verdadeiro na câmara. Há algo de maravilhoso e requintado no acto de fazer amor entre duas pessoas e nós tentamos sempre capturar essa essência e sensualidade, tendo em conta que os nossos clientes têm certos requerimentos e às vezes lá temos que apimentar um pouco mais as coisas.
Sabe que os seus filmes estão disponíveis pela internet fora, certo? Alguma vez tentou corrigir este problema? Porque pensa que tal acontece? Acha que existe alguma forma de prevenir a pirataria?
Sim nós sabemos que os nossos filmes estão a ser pirateados e durante anos temos contratado companhias intituladas ‘Abaixo a Pirataria’ para que nos ajudem a diminuir tudo isto. É uma luta que ainda hoje se mantém que eu acho que nunca venceremos, porém temos que continuar a tentar e a lutar.
Eu acredito verdadeiramente que a única maneira de travar a pirataria é fazer com que o product seja mais fácilmente adquirido do que roubado. Porém, na prática isso é algo que é muito dispendioso de se fazer. Steve Jobs conseguiu fazer um óptimo trabalho na indústria da música, nesse sentido, mas na indústria pornográfica é um tanto mais complicado. Temos que trabalhar em conjunto e já existem imensas iniciativas vindas da indústria para adultos na luta contra a pirataria. Acredita em mim quando te digo que isto afecta em muito o nosso trabalho e consequentemente na nossa habilidade e possibilidade de fazer mais e melhor conteúdo filmográfico.
Obrigado pelo seu tempo, votos de bom trabalho.
Projecto Génesis Pelo Prazer
Entrevista por: Pedro Marques
Correcção por: Sílvia Dias

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