Entrevista a Ann Antidote artista sex-positive

“Ann Antidote é uma artista autodidacta (Do It Yourself), activa nos campos do bondage, video, performance e arte paisagística. Tem sido activa na promoção dos estilos de vida poliamorosos, queer e perverso/ sexo-positivo como opções que merecem todo o respeito. Este trabalho inclui ensino, performance, video and instalações/arte paisagística, em Berlim, onde vive, e em mais sítios.”
Como surgiu a vontade de interagir com o projecto, inicialmente “JNY, One’s Cunt Lab project”?
A JNY1 ou Jenny Tale (http://jn1.tumblr.com/) é não só uma colega artista, é uma grande amiga. Ela quis fazer o primeiro Cunt Lab, e queria que fosse um projeto (projecto) interdisciplinar com exposições e performances mas também com uma componente educacional à volta da vulva, da sexualidade e sexualidades alternativas. E pediu-me ajuda em geral e pediu-me em particular (aliás pediu a mim e ao Lun Ário) para fazer uma performance com uma suspensão em bondage, numa árvore ao lado do Cunt Lab. Chegámos lá e achámos que não era o contexto certo para uma tal performance e fizemos uma vulva de corda com dois metros e meio de altura na tal árvore. Crianças e adultos adoraram, e acabaram a brincar com a estrutura. Foi quando percebi que tínhamos de continuar a fazer vulvas de corda.
É importante para si que fale, mostre e se divulguem trabalhos e projectos sobre a vulva?
Há representações de pilas por todo o lado, desde as paredes da rua até à arquitetura (arquitectura) mais consagrada e mainstream. Representar vulvas não tem necessariamente a mesma motivação ou carga. As mulheres não têm o mesmo espaço na sociedade que os homens, e há um enorme desequilibro de poder e privilégio. Mas seja qual for a motivação, o corpo feminino – fora de contextos sexualizados, que são os mais correntes, em que é nada mais que uma fonte de prazer ou um parque de diversões – é muito pouco representado. Muito poucas mulheres olham elas próprias para essa zona do seu corpo, pois passa a mensagem frequentemente que só os médicos (geralmente homens) o podem e devem fazer. Para mim mais importante do que haver mais representações – na rua, nas artes, etc – de vulvas, é perceber porque é que elas não são frequentes e combater essas razões, que geralmente têm uma razão patriarcal/opressiva…
“Há vulvas à nossa volta, se decidirmos vê-las”. Escreveu esta mensagem na descrição do filme/projecto e pergunto-lhe: esta frase destina-se a quem ainda tem medo de ver a vulva como algo natural referir o seu nome? E qual tem sido a reacção das pessoas?
Sim. Destina-se a essas pessoas mas também a quem já as viu ou vê, e que vê as problemáticas que queremos abordar com isso. É um “não estais sozinhos”.
Sim, há pessoas com vulva que nunca olharam para a sua própria vulva. E há pessoas que não têm vulva que se sentem ameaçadas pela sua representação. Nos manuais médicos falta muita coisa: Por ex. o clitóris tem permanecido um ilustre desconhecido. A visibilidade (ou a sua falta) de símbolos femininos ou de aspetos (aspectos) femininos é um tema recorrente dos feminismos. Há por um lado uma sobrecarga da utilização da imagem da vulva em contexto erótico que contrasta com a sua total ausência noutros contextos. Se isto não é uma objetificação (objectivação) coletiva (colectiva) da mulher, então não sei o que é.
Reações (Reacções)? Das que tenho visto, principalmente das mulheres é um aproximar cuidadoso, tipo “realmente, nunca tinha pensado muito nisto”, e depois um brincar com as estruturas. Há pessoas que brincam com elas (Algumas ao ponto de terem sexo em cima da coisa – mas isto foi num contexto duma festa sex-positive em que isto era explicitamente ok), outras deixam-se fotografar, outras sentam-se a olhar, outras ficam envergonhadas. As crianças adoram. Sabem perfeitamente o que é, mas não interiorizaram ainda que “não é ok falar ou olhar para isto em público”.
O que pretende transmitir, por exemplo, com o filme “Férias em Vale Galdérias” ou em outros filmes de poliamor?
O que desejo transmitir com toda a minha arte e trabalho político é a ideia de que a vida privada não tem de ser legislada ou regulada seja pelo Estado ou quaisquer costumes da sociedade. Pois o que se passa entre dois (ou mais) adultos, na sua privacidade, em plena capacidade cognitiva e decisional, e que se dão mutuamente consentimento claro e informado, não diz respeito a mais ninguém. Dito isto, modos de vida poliamorosos, gay, trans*, promíscuos, BDSM, assexuais, comunitários, etc. etc. etc. são opções de vida válidas e que merecem respeito por parte dos outros cidadãos.
Antes de criar o filme organizou um campo de férias. Como é que surgiram as ideias para um como para outro?
O poliamor ou outras formas de não-monogamia consensual são modos de vida com desafios e alegrias próprias. É importante para muitos de nós encontrar pessoas com quem trocar ideias, ou com quem partilhar e construir projetos (projectos), ou simplesmente com quem se pode estar sem ter de explicar constantemente e justificar como se vive. Ou seja, é preciso que haja uma comunidade, uma network. Esta concretiza-se via encontros regulares em cidades (“munches”), organizados ou informais. Organizei tais munches em todas as cidades que vivi. A dada altura a ideia surgiu de que deveríamos chegar a pessoas que não vivem em cidades (e não querem nem têm de querer vir à cidade), e que com uma semana de convivência seria possível concretizar projetos (projectos) mais ambiciosos: workshops acerca de temas relacionados com o modo de vida não monogâmico, mais conversas e partilhas pessoais, ou mesmo a fundação de projetos (projectos) comunitários ou políticos, ou simplesmente o tentar desenvolver novas formas de dança de salão com mais de uma pessoa. A Gwendo fundou o primeiro Schlampenau em 2007 (Vale Galdérias), a coisa pegou e passou a ser um evento anual, atraindo pessoas de vários países e origens, e eu e outras pessoas estivemos envolvidas na organização e divulgação.
Filme: comecei por documentar – para mim – o processo e o campo. Uma das minhas constatações como pessoa que vive não monogamicamente é que o tempo, o zeitgeist, muda muito depressa, e que nos esquecemos, por isso quis documentar tudo para mim. A dada altura tinha muito material e pensei que se calhar havia pontos que faltava cobrir, e comecei a entrevistar pessoas. E a partir daí era óbvio que tinha de dar em filme, pois percebi que tinha interesse para mais gente. O filme foi feito com uma mini-cam e cortado sabe-Deus-como. Mesmo não sendo um filme profissional tem sido bem aceite em festivais de cinema LGBT e não só, e tenho sido convidada para o mostrar por ex. em universidades e grupos políticos, penso que por não haver muitos filmes com este conteúdo simultaneamente não-monogâmico + feminista + WomenLesbianTrans*. Provavelmente é o único.
O que é que diferencia o BDSM que pratica do BSDM normal e do BSDM Queer? E como é que funciona?
BDSM é um termo guarda chuva que descreve erotismo não convencional e consensual. Enquadra tudo e mais um par de botas – desde uma simples massagem até violência física e/ou psicológica, passando por sexo-tipo-papá-e-mamã – desde que seja explicitamente consensual e desejado para todas as partes envolvidas.
Queer tem sido usado para definir LGBT e/ou identidades de género fora do binarismo homem/mulher. Mas queer, para mim, e nos grupos – geralmente fortemente politizados – em que me movo, é um termo que apareceu nos anos 90 (Preciado, por ex.) para contestar a escandalosa falta de solidariedade política dos grupos LGBT, muito conscientes da própria discriminação e luta política, mas que se mantinham (e mantém ainda, é uma vergonha!) fora da luta contra o racismo, o classismo, a xenofobia, o ableism, etc, em suma, fora de todas as lutas que são necessárias para fazer da democracia democracia a sério. Ainda hoje a maioria grupos LGBT não querem tomar posição sobre outros movimentos anti-discriminação ou explicitamente se distanciam deles…
Dito isto, não se pode dizer que todos os BDSM queer fazem assim e os sem exceção (excepção) outros assado. Mas há linhas gerais e passo a dar alguns exemplos.
A comunidade BDSM queer e por implicação também as suas festas e encontros põem grande ênfase na acessibilidade. Os espaços são geralmente acessíveis a pessoas com por ex. mobilidade reduzida e geralmente há pessoas, voluntárias, que ajudam. A acessibilidade também tem de ser financeira, pessoas com pouco dinheiro tem de poder ter acesso a estas festas, não queremos perpetuar a exclusão financeira que a sociedade mainstream exerce há demasiado tempo nas pessoas. Sendo assim, geralmente são organizadas em sítios mais baratos, com muito trabalho voluntario da comunidade para a comunidade, e sem objetivo (objectivo) lucrativo (por exemplo cada pessoa dá duas horas de trabalho, tipo a servir bebidas no bar, outro empurra cadeiras de rodas, outro faz serviço de porteiro, etc). Os safer-sex kits são gratuitos e estão por todo o lado. Pela mesma razão – acessibilidade financeira – existe dress code recomendado mas não obrigatório. Por esta postura anti-capitalista é frequente ver pessoas usar utensílios feitos por elas próprias, por exemplo chicotes feitos com câmaras de ar de bicicletas, cordas feitas em casa, ou máscaras feitas com leggings.
Existe geralmente uma série de regras de segurança– uma muito frequente é não tocar ninguém sem autorização explicita, de chegar a menos de uma certa distância de alguém sem algum tipo de consentimento ou a proibição de atos (actos) ou frases racistas ou discriminatórias – principalmente piadas!- de qualquer espécie- que a não serem cumpridas implicam a expulsão imediata da festa.
A ideia é no fundo tendencialmente criar um espaço (primeiro na festa e depois por arrasto de pessoas e ideias em toda a sociedade) seguro. Num espaço seguro, as pessoas mais a sua diversidade sentem-se bem. Num espaço que não tenta ser um espaço seguro – neste ou naquele aspeto (aspecto) – só algumas pessoas, geralmente as com mais privilégio, sentem-se bem.
Quando é que começaram a ter aulas para ensinar bondage, poliamor e queer? E de que partiu a vontade e o desejo de transmitir o vosso saber aos outros e a vossa abertura?
A partir do momento em que se quer aprender ativamente (activamente) o mais possível em vez de ficar sentado passivamente à espera que a informação venha até mim sozinha pela Internet ou por acaso. No caso do bondage em 2009. No caso do poly assim que descobri eventos com workshops como as Ladyfests ou as UEEH… A partir do momento em que se percebe que essa transmissão – dar e receber – de conhecimento e competências é um pilar da formação de comunidades e networks. O ensinar foi quando se percebeu que se tinha acumulado uma boa quantidade de conhecimento e competências e se quis acelerar o desenvolvimento e crescimento de uma comunidade. Quando eu ensino bondage, eu não ensino só uma técnica, vai também toda a filosofia acerca de inclusão, acerca de segurança, acerca de como eu vejo uma comunidade e acabo muitas vezes (nem sempre) a ensinar a pessoas que partilham a mesma visão que eu. E se ensino bondage a mais gente, é mais provável que eles venham a fazê-lo duma maneira que eu gosto e com quem eu posso mais tarde fazer alguma coisa divertida.
Durante o desenrolar da pesquisa para a realização desta entrevista, estive nas suas fotografias do facebook sobre uma Marcha LGBT do Porto e num dos comentários diz que: “o amor é infinito, a paciência nem sempre.” Por que é que não são tão compreendidos mesmo tendo esse amor infinito para dar e porque diz que nem sempre têm paciência?
É uma piada, mas tem fundo de verdade. O amor – poli ou não – é uma coisa fantástica, permite acomodar divergências, fazer utopias acontecer, é regenerador, é tudo aquilo que se sabe. Mas estamos sempre limitados às nossas imperfeições diárias e humanas – as nossas, dos nossos parceiros, dos nossos amigos – e para isso é preciso paciência, o amor sozinho não chega.
Como activista poliamor, queer e bondage, quais são os seus objectivos na vida da luta?
Mais do que em particular os modos de vida queer, poliamor e bondage serem vistos por todos como merecedores de respeito, quero uma sociedade realmente democrática, que não seja apenas uma ditadura da maioria com este e aquele privilégio, mas um sitio em que se acomoda a diversidade e onde não se durma de noite enquanto houver nem que seja uma pessoa sem os mínimos essenciais para a sua sobrevivência e dignidade.
E tendo em conta muitas pessoas a querer impor um enorme retrocesso para a Europa, como pensa que deve ser a sua luta pelos vossos direitos e a luta por uma liberdade de amor, sexualidade, de género?
A luta deve continuar e ser constante. E devemos ser consistentes e justos na nossa argumentação, discutir ideias e não pessoas. E se não é possível desejar mais gente (nem todos querem ou podem dar a cara) a fazer este trabalho, pelo menos que haja um grupo de massa critica que faca ações (acções) concertadas – do principio ao fim – sem deixar ficar a coisa a meio. Se em muitas situações há que lutar por uma mudança de legislação, noutras a legislação necessária já existe, é preciso apenas forçar a sua implementação. Isso implica não ter medo de fazer queixas crime ou denúncias em certas situações, ou mesmo pedir o livro de reclamações. por exemplo, ou de tirar consequências judiciais de algumas situações. Falar das coisas apenas não basta.
Participar a par com o Daniel Cardoso no 7º Porn Festival de Berlim deve ter sido importante para si, mas que caminhos gostava que os seus filmes tivessem?
Isso também eu gostava de saber. Sei que quero continuar a fazer filmes, mas até agora saem todos diferentes. Vejo-me a sair do formato filme clássico e estou a começar a fazer vídeo-art que sem perder a sua mensagem política é mais adequado para uma instalação do que para uma sala de projeção (projecção).
Na publicação sobre o filme refere que os leitores/as deviam tomar a iniciativa de realizar também filmes, considera que ainda é preciso maior incentivo?
Mais incentivo é sempre bom, mas o que eu quis dizer com isso vai precisamente noutra direção (direcção), que é “Não esperem pelos apoios. É isso que “eles” querem, que vocês não façam nada sem apoios. Assumam o controle da produção e da distribuição. Peguem numa câmara qualquer – pode ser do telemóvel, algo acessível e fácil de manejar – escrevam uma história – a vossa história, juntem um grupo de amigxs e façam os próprios filmes. E da mesma maneira organizem canais alternativos de cultura, onde tais filmes – os vossos, dos vossos amigos, de grupos semelhantes, na vizinhança ou no estrangeiro – sejam mostrados e discutidos, com e para as pessoas que os querem ver, acerca dos temas que vocês querem ver abordados. Organizem grupos locais de projeção (projecção), que se encontrem no café da esquina uma vez por mês, com a sala de projeção (projecção) numa tenda de circo (ou no cabeleireiro que não funciona à noite e vos empresta a sala), num estaleiro de obras abandonado, etc, façam como acharem melhor, mas acima de tudo tornem-se independentes dos canais comerciais e/ou estatais de distribuição e financiamento. Estes por si só não são uma coisa má, mas é muito indesejável e mesmo perigoso que sejam a única coisa que existe e pois com isso determinam que tipo de filmes (conteúdo, técnica, financiamento) são feitos e exibidos. E isso não é uma coisa boa. As pessoas pensam que os filmes tem de ser tecnicamente perfeitos e ter esta resolução e aquela qualidade, mas isso só é verdade até certo ponto, e mesmo assim somente porque os tais canais de distribuição monopolistas assim o decidem. Se criarmos estruturas alternativas – que já existem – fazemos espaço também para filmes com técnicas imperfeitas mas com ideias poderosas.
Participarem em marchas, festivais e promoverem aulas, tem ajudado na conquista de mais e maior abertura da sociedade heterossexual e monogâmica?
Tem ajudado a incluir aqueles temas na normalidade, seja lá o que isso for, mas não está a aumentar a capacidade de acomodar diversidade. Sempre que aparece um novo tema ligado a um tipo de discriminação que se tornou atual (actual) ou mais visível, temos de começar a discussão do principio. Precisamos de educação para a diversidade e cidadania como uma coisa geral e não concentrada neste ou naquele tema.
Na publicação sobre o filme ou sobre Fitas, referiu que anda existe uma enorme repressão sobre o BDSM e homossexualidade, isso também se estende ao porno alternativo, o que é que ainda é preciso fazer para que se faça mais e as pessoas aventurem por esse caminho?
Ver o que eu disse acerca de haver apoios para filme e as pessoas fazerem as próprias fitas. É preciso que as pessoas acreditem que podem fazer uma coisa diferente, que podem concretizar a sua visão – provavelmente única e original – do porno e do erotismo de maneira viável. E com isso começarem a fazê-lo. No porn film festival havia filmes feitos com telemóveis. O profissionalismo é uma desculpa que já foi e não o é.
Pergunto se o porno lésbico que circula por aí pode ser depreciativo do vosso trabalho de luta queer feminista?
Penso que são coisas feitas com objetivos (objectivos) diferentes (ou talvez não?), e penso que as pessoas veem (vêem) a diferença. Conheci raramente na minha vida pessoas estúpidas, apenas conheci pessoas mal informadas. E por isso penso que as pessoas sabem e querem pensar por si. Há por ai muitos pornos que tem uma mensagem política e que põe as pessoas a pensar. E não acredito que a existência de filmes com esta ou aquela imagem podem condicionar ou travar o trabalho de emancipação da sociedade. Afinal as pessoas sabem que um filme é no mínimo entretenimento e no máximo apenas mais uma opinião. E cada pessoa tem um cérebro para pensar e formar a sua própria opinião. O que é determinante são as ideias e opiniões que as pessoas já têm, e verão o mundo, e os pornos, de acordo com esta.
Para si o que é que falta fazer? E o que é preciso fazer-se de diferente?
Quase tudo. Falar menos e fazer mais, mesmo quando tem custos. Não ficar a queixar desta discriminação, mas meter advogado e queixa-crime (bater onde dóí, forçar o funcionamento de estruturas legais já existentes) Acreditarmos que podemos mudar as coisas, e que não temos de deixar outros na merda para nós estarmos bem. A solidariedade e a democracia só funcionam quando são para todos, e não apenas para “nós” ou para o nosso grupo especial. O queer, o sex-positive, o poliamor, são todos aspetos (aspectos) da democracia e expressões de uma sociedade que dá espaço à diversidade. Mas para fazer estes acontecer não podemos esquecer outros movimentos anti-discriminação. Não é preciso participar em todos, basta não lhes tirar o tapete debaixo dos pés nem lhes dar a facada nas costas. Falta não esperar para começar a fazer as coisas. E depois falta constância e não desistir logo. A solução não virá de cima, quando muito se as coisas mudarem com a vossa iniciativa estarão a fazer pressão nas estruturas de decisão. Comecem a fazer os próprios filmes, as próprias salas de projeção (projecção) comunitárias, as vossas próprias estruturas familiares, as vossas comunidades, e a criar as próprias estruturas de distribuição e produção, seja de filmes, de legumes ou de serviços. Sejam o melhor de vós próprios e com isso a sociedade que querem que aconteça já amanhã.

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Obrigado pelo seu tempo, votos de bom trabalho.
Projecto Génesis Pelo Prazer

Entrevista por: Pedro Marques
Correcção por: Miss B
Obs: As respostas estão escritas com o novo acordo ortográfico AO90 por opção da entrevistada

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